Conforme Nice de Figueiredo: "Existem várias maneiras de se caracterizarem estudos de usuários; uma das maneiras mais convenientes é dividi-los em dois tipos:
1)
estudos orientados ao uso de uma biblioteca ou centro de informação individual;
2) e
studos orientados ao usuário, isto é, investigação sobre um grupo particular de usuários, como este grupo obtém a informação necessária ao seu trabalho." (Figueiredo 1994, p. 8).
Partindo da compreensão desse conceito, questiona-se: como se classificariam os três estudos de usuários avaliados por vocês (Barbosa, 2006; Garcez; Rados, 2002; Furnival; Abe, 2008)?
Acontece que em seu texto, Choo (2003, p. 68-71) faz uma nova leitura da orientação dos estudos orientados ao uso (que ele denomina de estudos orientados ao sistema) e dos estudos orientados ao usuário.
Segundo o autor, "a orientação para o sistema vê a informação como entidade externa, objetiva, que tem realidade própria, baseada no conteúdo, independente dos usuários ou dos sistemas sociais. A informação existe a priori, e é tarefa do usuário localizá-la e extraí-la".
Já na orientação para o usuário, a informação é uma construção subjetiva criada dentro da mente dos usuários. O pacote conteúdo + interpretação é que é útil e valioso para os usuários. O valor da informação reside no relacionamento que o usuário constrói entre si mesmo e determinada informação e, portanto, a mesma informação objetiva pode receber diferentes significados subjetivos de diferentes indivíduos.
Portanto, o que diz se um estudo é orientado ao uso ou ao sistema, ou se ele é orientado ao usuário, conforme Choo, é o modo como o conceito de informação é concebido neste estudo de usuário.
Partindo, agora, da concepção de Choo, repete-se o questionamento acima. Como se classificariam os três estudos de usuários avaliados por vocês (Barbosa, 2006; Garcez; Rados, 2002; Furnival; Abe, 2008)?
Justifiquem, nos dois casos.