Blog criado como ferramenta de interação e comunicação com os alunos das disciplinas "Usuários da informação e práticas informacionais" e "Práticas informacionais: abordagem social nos estudos do sujeito informacional" (ECI-UFMG)
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Princípio de Incerteza
Ao apresentar as implicações do princípio de incerteza de C. Kuhlthau, Choo (2003, p. 92) afirma que a "formulação de um foco ou de um ponto de vista é o ponto de mutação do processo de busca". Como isso pode ser justificado a partir da análise das tarefas, ações, e, principalmente, dos sentimentos associados a cada estágio do processo de busca da informação de C. Kuhlthau, o ISP (Information Search Proccess)? Que estágios desse processo costumam ser pulados pelos usuários? Quais as consequências disso?
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No modelo do processo de busca da informação de C. Kuhlthau, Choo (2003) elucida que a incerteza e a insegurança caracterizam os primeiros estágios, o processo inicia a partir de um vazio cognitivo. À medida que o indivíduo constrói significados, passar a refletir e interpretar as informações que encontrou, um ponto de vista é formado e as ações de busca se concentram.
ResponderExcluirNo início, o usuário tem como tarefa explorar o desconhecido pelas inúmeras possibilidades de busca de informação diante de si e pela falta de compreensão do que buscar. É um processo que pode gerar ansiedade, frustração, dúvida e confusão. Com o foco estabelecido suas atitudes dirigem-se à solução e o usuário vivencia outros estados emocionais, em que os sentimentos de confiança, alívio e satisfação imperam, principalmente se o resultado positivo for atingido. Exploradas as informações, na fase da formulação está o ponto de mutação do processo de busca porque já está evidente para o usuário o senso de direção e ele consegue especificar e procurar a informação relevante.
Durante o processo, o usuário pode se deparar com informações novas ou já conhecidas. Excesso de informações novas tende a gerar ansiedade e o excesso de informações já conhecidas, descontentamento.
O processo de busca também envolve as escolhas pessoais, com base nas expectativas sobre as melhores fontes, informações e estratégias para o usuário. Ressalta-se que o interesse do usuário aumenta nos estágios finais, depois de definido o foco.
Quando a etapa de focalização é ignorada pelo usuário, o acúmulo de informações pode reduzir sua capacidade de processar e usar a informação esperada, bem como verificar a relevância daquela informação para solucionar o problema, o vazio cognitivo que impulsionou a busca. Reações emocionais como frustração e aborrecimento podem surgir e comprometer o sucesso das etapas seguintes na pesquisa.
Ane
Boa noite colegas e Profa Adriana,
ResponderExcluirO modelo de busca da informação de C. Kuhlthau mostrado por Choo demonstra que a medida que o processo de busca vai acontecendo diversas mudanças acontecem. Existem alguns estágios que devem ser respeitados para que a busca leve ao exito!
Primeiro, é importante entender que os significados são construídos a partir das informações obtidas na busca dessa informação. Assim você tem uma incerteza que passa a ser uma confiança e posteriormente clareza (ao longo da busca).
A partir disso, forma-se um ponto de vista ou melhor, formula-se um foco. Esse momento costuma ser pulado por alguns usuários, o que resulta num processo de acúmulo de informações sem um foco claro.
Esse momento justifica a frase: "formulação de um foco ou de um ponto de vista é o ponto de mutação do processo de busca". Uma vez que tem-se uma focalização de quais informações são realmente necessárias e relevantes para uma determinada busca, torna-se mais fácil resolver os problemas.
Como disse Choo, a incerteza gera mudanças de estados de espírito a medida que a busca vai acontecendo. Um excesso de informação pode gerar ansiedade, enquanto o excesso de uma informação redundante pode gerar aborrecimentos. A confiança cresce a medida que obtem-se resultados satisfatórios na busca e as reações emocionais sempre influenciarão buscas e serão influenciadas por elas e isso pode ajudar ou não a pesquisa. Portanto, é importante respeitar cada etapa e principalmente formular um foco!
Kuhlthau divide o processo de busca de informação em seis estágios: iniciação, seleção, exploração, formulação, coleta e apresentação. Cada estágio é caracterizado por três tipos de experiência: a emocional (relacionada com os sentimentos e emoções), a cognitiva (relacionada com processos de pensamento) e comportamental (relativo à ação). Nos primeiros estágios da busca de informação há incerteza e falta de conhecimento provocando ansiedade. Nos estágios seguintes cresce a confiança e surgem sentimentos de satisfação caso a busca seja bem sucedida.
ResponderExcluirO estágio de formulação é o ponto de mutação do processo de busca, pois é nele que o usuário estabelece um foco ou uma visão clara sobre o problema, o que poderá orientar a busca e torná-la possível e mais eficiente.
Normalmente os usuários pulam as fases de iniciação, seleção, exploração e formulação, indo diretamente para as fases de coleta e apresentação. As consequências disso são buscas mal formuladas, sem um foco no tema de interesse, que geram resultados numerosos e pouco relevantes. Isso provoca também um sentimento de desapontamento pelos maus resultados obtidos.
Boa Noite, Mariza Talim
A afirmação de Choo pode ser justificada pelo fato da formulação de um ponto de vista ser um ato de reflexão. A partir do resultado encontrado da primeira etapa de busca de informação, a percepção do usuário é alterada mediante o sentido que ele dá à informação encontrada.
ResponderExcluirAs reações emocionais vividas pelo usuário e seu estado cognitivo, em cada processo de busca de informação, traduzem a condição do sujeito em desenvolver e aprofundar seus pensamentos reflexivos, que tendem a adquirir mais clareza, foco e confiança após uma mudança em seu estado de conhecimento.
O processo de busca de informação se torna insatisfatório quando o usuário pula estágios essenciais para sua finalidade, principalmente àquelas iniciais, que envolvem escolhas que diminuem a incerteza e aumentam a confiança ao longo do processo. Para tal, é vital que o usuário saiba o que buscar (objeto da pesquisa), para que buscar (sentido) e em aonde buscar (contexto / concentração da pesquisa). Caso contrário, o processo se obstrui por sentimentos de ansiedade, confusão, frustração e dúvida, gerados como consequência da incerteza e da falta de conhecimento.
Boa noite a todos!
Isabella
Entendi a divisão que Kuhlthau faz do processo de busca em seis estágios distintos, e acredito que realmente o segundo deles seja um dos mais importantes, pois ele pode determinar o sucesso ou fracasso da busca, entretanto segundo Choo muitos usuários pulam esse estágio. Em função disso o sentimento de frustação pode ocorrer, pois a grande quantidade de informações que aparece pode levar à dificuldade na seleção do que é relevante e irrelevante no resultado. O sentimento de insegurança e incerteza pode levar à frustação.
ResponderExcluirSerá que alguns usuários da internet especificamente dos sites de busca encontram limitações que podem levar à dificuldade na composição do foco de suas pesquisas e buscas de informação?
boa noite, abs Simone
Prezada Simone, certamente a maioria dos usuários de sites de busca na Internet encontram dificuldades no momento de realizarem as pesquisas. Muitos sequer desconhecem as fontes de informação que poderão ser mais DIRECIONADAS e que poderão solucionar seus problemas. Exemplo: o usuário que necessita de uma informação sobre determinada Lei ao invés de realizar a pesquisa no Site da Assembléia Legislativa de seu Estado e/ou no site do Senado recorre ao Google. Buscando num site especializado, ele terá uma informação mais fidedigna e economizará tempo. Sem falar que são poucos os usuários de Internet que têm conhecimento do uso de operadores booleanos e recursos especiais para pesquisa como o Truncamento (*). Outro fator que deve ser levado em consideração na pesquisa na Internet de um modo geral é com relação à AUTENTICIDADE e CONFIABILIDADE da informação e do site que o usuário recupera no momento da busca. O que é mais confiável? Uma informação sobre saúde que foi encontrada num Blog de uma pessoa desconhecida ou no site do Ministério da Saúde? O problema é mais latente no ambiente escolar onde tenho experiência. É um tal de "Copiar e colar" sem fim.
ExcluirOi Simone, eu acho que pular os estágios, principalmente no que diz respeito à formulação, ou seja, estabelecimento de um foco é prejudicial em qualquer fonte de informação, seja ela a Internet ou o catálogo de uma biblioteca. A partir do momento que o sujeito não tem clareza do que buscar, cometerá erros da mesma forma. Ou localizará itens de mais, ou de menos ou, até mesmo, que não tenha realmente uma ligação com a solução do seu problema. A falta de reflexão e a ansiedade de "terminar logo", atrapalham qualquer processo.
ExcluirOi Ângela, achei sua colocação muito pertinente. Só acredito que problemas de autenticidade e confiabilidade existem até com as fontes que são consideradas pelo consenso mais fidedignas. Um exemplo foi o problema enfrentado na Turquia, sites ligados ao governo, expuseram a situação de uma forma e blogs até de brasileiros quem moravam lá expuseram a real situação naquele país. Por isso a exploração e a seleção são tão importantes para se estabelecer o foco, escolher as melhores fontes, entre outros. Na minha opinião a reflexão tem que permear todo esse processo.
ExcluirAne
Oi, Ane! Tudo bem? De fato, sempre teremos dúvidas quanto à autenticidade e confiabilidade das informações quando falamos em busca na Internet. O que considero mais importante é que tanto o usuário da Web como o de um Sistema de Informação tenham SENSO CRÍTICO em todo o seu processo de busca de informação. Para mim, ele tem que ter o Foco desde a etapa 2 que corresponde à Seleção.
ExcluirConcordo com vocês! O que mais presencio em trabalhos de conclusão de curso são fonts sem bibliografia adequada e informações excessivas sobre determinados temas! A internet é com certeza um grande aliado nas buscas, mas é necessário senso critic para saber o que é relevante, e mais ainda, o que é verídico! Ainda acho que o foco é importantíssimo ao longo desse processo, pois sem ele a pesquisa acaba se perdendo em meio a tantas informações encontradas. Abcos
ExcluirConcordo colegas,
Excluirinfelizmente no meu trabalho,na biblioteca universitária (onde normalizo monografias, dissertações e teses) percebo que a prática citada pela Angela também é bem costumeira no ambiente universitário. Geralmente os usuários trazem essa prática de pesquisa desde o período escolar,esse problema está na base da educação. Abcos, ADriana
De acordo com o Modelo de Carol Kuhlthau, a noção de incerteza aumenta e diminui à medida que o processo de busca da informação caminha. Ela estabelece seis estágios no processo de busca:
ResponderExcluir1 - Iniciação
2 - Seleção
3 - Exploração
4 - Formulação
5 - Coleta
6 - Apresentação
Entretanto, no 4º estágio (Formulação) é necessário que o usuário estabeleça um foco para orientar a sua busca. Ele tem que determinar um caminho a seguir. Concordo com a colega Mariza Talim quando diz que "Nos primeiros estágios da busca de informação há incerteza e falta de conhecimento provocando ansiedade. Nos estágios seguintes cresce a confiança e surgem sentimentos de satisfação caso a busca seja bem sucedida". De acordo com o Modelo de Kuhlthau, quando o usuário não estabelece o foco, ele pula os estágios 4 (Formulação) e 5 (Coleta) o que contribui para reunir informações que não estejam relacionadas diretamente como o que ele deseja gerando, portanto, sentimentos de frustração, ansiedade, insegurança e insatisfação.
Ângela Cristina
Oi Ângela! Discordo de você em um ponto: acho que o usuário tem mania de pular a exploração e a seleção. Assim, ele parte logo para a coleta, sem saber do tema e sem, principalmente, estabelecer um foco. Coleta dados, informações, documentos, sem saber o que realmente ele precisa naquele momento. Termina por chegar na apresentação com vários sentimentos confusos, que o levam ao desapontamento. Pode ser até mesmo que ele consiga resolver seu problema inicial, mas de forma, certamente, mais desgastante.
ExcluirOi, Raquel! Tudo bem? De acordo com a pergunta e o Modelo estabelecido por Kuhlthau a "Formulação do foco" está explícita nos estágios 4 e 5. Na prática, principalmente pelo fato de sermos bibliotecárias, eu concordo com você que os usuários tendem a pular o estágio 3 (Exploração). Como não devemos subestimá-los, acredito que, na maioria dos casos, eles têm condições de identificar um tema geral (Estágio 2).
ExcluirRETIFICAÇÃO: Raquel e demais colegas, analisando a Tabela 2.3 (p. 90) com mais detalhe é que percebi o equívoco que cometi. Ao meu ver, os usuários tendem a pular os estágios 3 (Exploração) e 4 (Formulação). O estágio 5 (Coleta) é IMPRESCINDÍVEL no processo de busca de informação.
ExcluirBom dia,
ResponderExcluir"Formulação de um foco ou de um ponto de vista é o ponto de mutação do processo de busca". Diante da afirmativa e analisando o processo de busca Kuhlthau apud Choo (2003), acredito que é neste estágio da busca de informações, que o usuário deveria estar no seu momento “maduro”, consciente, que permitiria direcionar o caminho que deve seguir para que possa se concentrar e recuperar as informações que lhe sejam úteis de acordo com sua necessidade. É o momento no qual o processo de busca tem que passar por uma “pausa”, exigindo do usuário uma concentração, organizando seus pensamentos para que fique orientado e estabeleça o foco de sua pesquisa.
Como os usuários já passaram pelas fases de insegurança, otimismo, confusão, frustração e dúvida, ou seja, ele sentiu emoções negativas e positivas, e nesta hora se estiver com clareza do que realmente é necessário ser feito, diante de um grande volume de informações, ao estabelecer o foco, o resultado tende a ser positivo. Cabe neste momento citar a passagem de Choo (p.92) “um usuário que esteja num estado de espírito mais investigativo tende a empreender ações mais expansivas, exploratórias, enquanto uma pessoa num estado de espírito mais indicativo prefere ações conclusivas.”
Com base nesta citação e ao pensarmos na prática, no dia a dia dos usuários em suas buscas por informações, percebemos que os usuários pulam os estágios de exploração e formulação do foco. Os usuários se deparam com uma certa quantidade de informações e passam a reuni-las, ficando satisfeitas por saírem do estágio da insegurança, e se sentem agora otimistas. Só que muitas vezes não tem a clareza do que estão selecionando, se o que escolheram tem de fato a ver com sua necessidade informacional. Esse comportamento dos usuários acaba por lhe prejudicar, pois podem deixar informações relevantes e importantes de fora das suas escolhas, devido os mesmos não estarem com “tempo” ou “disposição” para completar sua pesquisa passando por todos os estágios e tarefas apropriadas.
Michelle, o que observa-se no dia a dia de uma Unidade Informacional (Biblioteca, Centro de Documentação, Arquivo e Museu) é um IMEDIATISMO por parte dos usuários. Eles querem recuperar o maior número de registros e em menor espaço de tempo. Em Bibliotecas Universitárias então, nem me fale. Os alunos quando iniciam suas pesquisas preocupam-se mais com a QUANTIDADE do que com a qualidade dos artigos científicos e outros materiais recuperados. A priori, a preocupação maior é na quantidade de referências para a elaboração do Levantamento bibliográfico que será apresentado ao Professor. Deste jeito...
ExcluirEm relação ao Portal de Periódicos da Capes, os alunos que não conhecem a ferramenta o associam ao Google (que é só colocar o termo de busca e recuperar os registros facilmente). Com o passar do tempo é que eles percebem que o Portal necessita de um tempo maior para que a pesquisa bem elaborada e estruturada. E um recurso muito utilizado pelos pesquisadores e amplamente divulgado no meio acadêmico.
Oi Ângela,
Excluirvemos sim este comportamento dos usuários no nosso ambiente de trabalho, e por isso achei pertinente colocar a citação no meu comentário, pois se tivermos usuários mais investigativos, ou porque não dizer bem "treinados" no uso de sistemas/fontes, eles vão percebendo que é necessário ter calma, paciência, tranquilidade para assim recuperar as informações com qualidade, e que estejam diretamente ligados ao seu problema de pesquisa.
Oi, Michelle! De fato, seu comentário corrobora o que foi dito pela Carla, Raquel e Clausi. Da importância do mediador no processo de busca da informação. Em algumas Unidades do Sistema de Bibliotecas da UFMG já são previstos treinamentos sobre a "Utilização da Biblioteca" logo no primeiro período, o que facilita e muito para que o aluno se adeque melhor quanto ao processo de busca de informação no ambiente acadêmico (o que para muitos pode ser uma novidade pela fato de não terem Bibliotecas estruturadas nas escolas em que estudaram no 1º e 2º graus). Ressalto também que cada Biblioteca do SB tem sua "organização" em particular o que pode ser um dificultador. Tendo a presença do mediador (no caso específico, do profissional da informação), alguns sentimentos negativos por parte do usuário podem ser sanados.
ExcluirNo momento em que o usuário percebe uma necessidade informacional esta vem acompanhada de um sentimento de insegurança. No momento em que o usuário segue os passos estabelecidos por Kuhlthau, ou seja, iniciação, seleção, exploração, formulação, coleta e apresentação, os sentimentos percebidos mudam e tendem a se tornarem mais positivos. Da insegurança inicial, o usuário passa ao otimismo quando consegue identificar um tema geral para seu problema. Este sentimento se transforma em confusão, frustração e dúvida durante o estágio de exploração, ou seja, quando passa a investigar as informações sobre o tema geral. Contudo, o estágio da formulação, onde analisa e estabelece um foco, o sentimento de clareza ameniza o usuário. Este é um ponto importante para que o estágio da coleta possa realmente ser acompanhado pela confiança que resultará no alívio no momento da apresentação. Assim, se a formulação tiver sido bem executada, a coleta realmente terá um foco que resultará numa apresentação adequada, que responda à necessidade informacional inicial.
ResponderExcluirInfelizmente, muitos usuários, na ânsia de resolverem logo sua insegurança, acabam pulando os estágios de exploração e de formulação. Desta forma, no momento em que não investigam bem o tema geral, não refletem e formulam adequadamente um foco, a coleta e a apresentação da pesquisa podem ficar comprometidas. No estágio da coleta pode-se reunir documentos que não sejam capazes de realmente atender a necessidade informacional do sujeito, deixando o sentimento de clareza de lado. A pessoa, sem a formulação e a clareza do que procura, fica perdida. Assim, no momento da apresentação predominará o sentimento de desapontamento, por não ter sua necessidade informacional respondida, ou plenamente respondida.
concordo com você, e o pior que infelizmente muitos não vão conseguir a presença de um mediador que possa auxiliá-los neste processo!
ExcluirRealmente Carla, a presença do mediador auxiliaria bastante, até mesmo para conter o sentimento de ansiedade. Mas infelizmente isso nem sempre é possível ou nem valorizado pelo usuário que, na pressa de se livrar do trabalho, prefere não buscar auxílio também.
ExcluirBom dia a todos!
ResponderExcluirQuando Kuhlthau coloca que a busca é um processo de construção de significado, pois o usuário ou pesquisador vai construindo o conhecimento na medida em que vai encontrando informações, acredito que o estágio da formulação do foco é o que vai garantir o sucesso do processo de busca, por ser um ato de reflexão que possibilitar relacionar e interpretar as informações encontradas para focalizar melhor a área que deve manter a busca. Como mostra Kuhlthau muitos pulam a etapa da formulação e reúnem informações antes de ter um foco claro. Na prática, concordo com Mariza que os usuários pulam algumas etapas, especificamente a etapa de exploração e formulação, indo da seleção resultante da pesquisa inicial para a coleta de dados.
Boa Tarde a todos!
ResponderExcluirO modelo de Kuhlthau (1994) enfatiza que as necessidades cognitivas estão pautadas em reações emocionais na busca da informação e aponta seis estágios: iniciação, seleção, exploração, formulação, coleta e apresentação. E cada um desses estágios reflete o comportamento do usuário em três níveis de experiências: emocional, cognitivo e físico. E Choo(2003) assinala que depois de detectar a necessidade de informação, o sujeito passa a um estágio de exploração, quando realiza investigações sobre o tema selecionado.
Diante das primeiras informações colhidas, passa ao estágio de formulação do foco, onde busca maior clareza e menor insegurança a respeito da busca. Muitas vezes, o sujeito pula esta fase de refinamento dos requisitos ou mesmo a faz de modo sumário. E as chances da busca ser bem-sucedidas são menores.
Assim concordo com o posicionamento da Carla sobre a importância da presença do mediador, que poderá auxiliar o usuário, para que suas buscas sejam bem sucedidas. Mas fiquei pensando: nem sempre o usuário tem ao lado um mediador e então o que fazer para alcançar o sucesso na busca? Será que neste ponto desenvolver nos indivíduos a competência informacional resolveria o problema?
Clausi Porto
Clausi,
ExcluirConcordo plenamente com você e com a Carla sobre os mediadores, e de fato infelizmente não o temos sempre. E acho uma possível solução desenvolver nos indivíduos a competência informacional, a fase de seleção seria feita com mais segurança e o sujeito teria mais tranquilidade para formular e manter-se no foco.
Bruna Ferreira
Oi Clausi! Realmente, se as pessoas tivessem desenvolvido, principalmente nos anos iniciais de estudo, a competência informacional, ao se depararem na fase adulta com suas necessidades informacionais estariam mais aptas a percorrer o processo de busca de informação de maneira mais tranquila e consciente.
ExcluirOlá Bruna e Raquel,
ExcluirSegundo Campello e fazendo um paralelo essa nova perspectiva sobre competência informacional após o trabalho de Carol Kuhlthau fez com que os bibliotecários(EUA) tomassem um posicionamento, para além de competências instrumentais para lidar com os produtos da informação, a necessidade de desenvolver nas pessoas a competência informacional.
Abraços,
Clausi Porto
Boa tarde!
ResponderExcluirA busca de informação é um processo de construção de conhecimento e significado (Choo,2003), ou seja, um momento de mudança que gera diferentes estados emocionais que dependem da vivência de cada usuário. O modelo de modelo de Kuhlthau (1994) descreve o processo de busca de informação em seis estágios: iniciação, seleção, exploração, formulação, coleta e apresentação. Segundo Choo (2003), formulação de um foco ou de um ponto de vista é o ponto de mutação do processo de busca. Infelizmente os usuários tendem a pular esse estágio o que não gera a mutação necessária para as próximas fases por não ter um foco suficientemente claro. Concordo com a Raquel que as fases de seleção e exploração também são puladas pelo usuário. A seleção e a investigação podem ser dificultadas pelo desconhecimento do usuário pelo assunto, ele sabe que necessita de informação, mas por causa da ansiedade decide ir coletar antes de identificar qual seria o tema geral e de investigar as informações. Isso acarreta um acúmulo de informações sem uma mudança no estado do conhecimento. Acredito que outro problema ocorre porque muitas vezes o usuário decide não utilizar um sistema de informação devido a vivências negativas atrapalhando os estágios de exploração e coleta. O interesse pode aumentar quando um sistema de informação é não apenas instrutivo, mas motivante.
Bruna Ferreira
Concordo com vc Bruna,
Excluirfazendo um acréscimo a sua resposta acredito que Choo (2003) destaca os processos de necessidade, busca e uso da informação (criação de significado). Conforme esse modelo, ao perceber a necessidade de informação o indivíduo nota as lacunas de conhecimento existentes. No percurso de solução do problema, o indivíduo pode utilizar diferentes fontes e técnicas de pesquisa. É possível perceber que a necessidade de informação é moldada por aspectos cognitivos e afetivos que influenciam diretamente a seleção das fontes, na aquisição de conhecimentos e na criação de significado.
Abrcs. Adriana
Olá Bruna.
ExcluirNo geral concordo com as suas ponderações, mas discordo no ponto em que você escreve "... mas por causa da ansiedade decide ir coletar antes de identificar qual seria o tema geral e de investigar as informações". Hoje, por exemplo, eu atendi uma usuária que era médica cardiologista que já tem grande experiência prática e possui um banco de dados extenso sobre relato de casos. Ela somente queria atualizar os seus dados, e por isso pulamos as etapas iniciais e fomos para a coleta de informações. Não foi a ansiedade que provocou esse pulo. Acho que há outras explicações, além da ansiedade, que justificam esse processo e que isso nem sempre é um problema.
Abraços, Mariza.
Boa noite!
ResponderExcluirDe acordo com Kuhlthau, o processo de busca da informação compreende seis estágios (iniciação, seleção, exploração, formulação, coleta e apresentação), os quais estão relacionados com reações emocionais. Cada estágio apresenta características pelo comportamento do usuário em três campos de experiências: emocional (sentimentos), o cognitivo (pensamento) e físico (ação). No início do processo de busca da informação o usuário apresenta sentimentos como: incerteza, insegurança, confusão, frustação e dúvida. No decorrer do processo, o usuário ao adquirir mais conhecimento sobre o tema pesquisado apresenta outros sentimentos como: satisfação, confiança, alívio e otimismo.
Os usuários costumam pular os estágios de formulação e exploração. As atividades que predominam são reunir informação e finalização da pesquisa. As conseqüências são refletidas desde a formulação do problema que irá atender ao objetivo da pesquisa, na seleção de fontes de informação pertinentes ao tema, como também na distinção de informação relevante, até na fase da conclusão da pesquisa. Jane R. Guirado
O modelo da Kuhlthau em que são trabalhados as 6 fases do processo (1 - Iniciação, 2 - Seleção, 3 - Exploração, 4 - Formulação, 5 - Coleta, 6 - Apresentação)os quais estão relacionados a reações emocionais, cognitivas e comportamentais. Os usuários tendem a pular as fases 3 e 4 e 5, o que compromete todo o processo. Os usuários sentem uma necessidade de busca sobre determinado assunto, mas muitas das vezes eles não formulam, delimitam o que querem. E muitas das vezes eles vão em busca de suprir suas necessidades, só que se eles não formularem; delimitarem suas necessidades a coleta pode ser frustada, porque pode vir informação demais ou informação não desejada. Ai o sentimento de frustração instaura-se em vez do de satisfação. Como dito acima por uma colega, a formação do usuário desde a escola, por meio do desenvolvimento da competência informacional, certamente iria ajudá-lo a seguir os seis passos desse modelo com mais eficiência/eficácia/efetividade. Gabrielle F.
ResponderExcluirOlá, todos
ResponderExcluirO estabelecimento de um foco ou ponto de vista representa uma mutação no processo de busca. Isto, pois quando o usuário alcança a fase da formulação, sem pular etapas, ele define objetivos mais precisos. Quando o usuário definiu o que quer, os sentimentos de insegurança, confusão e dúvida são substituídos por sentimentos de maior clareza, confiança e senso de direção.
Se o usuário pula etapas, passando da iniciação à coleta, seu processo cognitivo e emocional não amadureceu suficientemente para estabelecimento de um foco que direcione e filtre as informações reunidas. As etapas puladas são seleção, exploração e formulação. Ou seja, ao saltar tais etapas não foi definido um tema geral, tampouco, um ponto no qual concentrar-se. Como consequências, as demandas permanecem imprecisas, não atendendo de fato às necessidades de informação. Isto é, aquilo que o usuário solicita pensando atender sua necessidade não corresponde ao que de fato tem potencial para responder às suas questões. Desta forma, no estágio da coleta, em que deveriam predominar sentimentos de confiança e senso de direção, ainda predominarão sentimentos de confusão e dúvida, por exemplo. Nestas circunstâncias, na fase da apresentação há maior tendência de que o sentimento seja de desapontamento, além de a busca não se completar.
Por isso, a fase de formulação corresponde a um divisor de águas no processo de busca. Este estágio significa a definição da finalidade da busca, direcionando as demandas na fase de coleta. Sem a formulação a coleta permanece sem foco.
Até breve!
Rubeniki Fernandes
Quando se vislumbra o Modelo de Carol Kuhlthau, tem-se a noção inicial de que a incerteza cresce exponencialmente, para depois diminuir, à medida em que o processo de busca da informação evoluiu gradualmente. O estabelecimento dos seis estágios no processo de busca por informação parecem ir ao encontro desse raciocínio, sabendo-se que nomeiam e envolvem, respectivamente:
ResponderExcluir1 - Iniciação
2 - Seleção
3 - Exploração
4 - Formulação
5 - Coleta
6 – Apresentação
Em seu trabalho, Choo (2003) re-analisa e expande este conceito de Kulhthau, afirmando que cada uma destas etapas age sobremaneira junto ao comportamento do usuário, em três diferentes níveis de experiências:
A)Emocional
B)Cognitivo
C) Físico.
Choo(2003) também defende que após se inteirar conscientemente da necessidade de informação, o sujeito / usuário passa entao a um estágio de exploração, caracterizado pela realização de investigações e estudos acerca do tema selecionado.
Inicialmente, consultando-se o modelo de Kulhthau,quando o usuário não estabelece um norte ou direção específica para sua pesquisa quanto ao problema informacional com que se depara, ele/ela acaba por ignorar ou negligenciar alguns dos estágios (em particular, no meu entendimento, os mais comuns de serem ignorados aqui são os estágios 3 (Exploração) e 4 (Formulação).
Tais mazelas tem correlação direta com a dificuldade / inabilidade de reunir informações que não estejam relacionadas diretamente como o que este usuário realmente deseja. O que acaba tendo como resultado direto sentimentos negativos, como os de frustração, ansiedade, insegurança e insatisfação.
O trabalho de Choo inclusive aponta um pouco essa análise, ao apontar que “um usuário que esteja num estado de espírito mais investigativo tende a empreender ações mais expansivas, exploratórias, enquanto uma pessoa num estado de espírito mais indicativo prefere ações conclusivas.”(p.92)
Como conclusão direta, tem-se que ao investigar o tema geral a que se propõe, os usuários podem de fato não ponderar a cerca do mesmo, na dimensão requisitada para tanto, compromentendo assim de forma negativa a coleta e a apresentação da pesquisa e de seus resultados.
O princípio da incerteza, formulado por Kuhlthau, é caracterizado por um processo de busca de informação no qual essa dimensão de incerteza é vivenciada tanto como estado cognitivo quanto como reação emocioanal, aumentando e diminuindo à medida que o processo caminha. Como estágios desse processo, estão presentes a iniciação, exploração, formulação, coleta e apresentação, sendo um desses, caracterizado pelo comportamento dos usuários em três campos de experiência: o emocional (sentimentos), o cognitivo (pensamento) e o físico (ação).
ResponderExcluirTodavia, conforme evidenciado por Choo (2003), comumente, os usuários desprezam as primeiras etapas (iniciação, seleção, exploração e formulação), indo-se diretamente às fases de coleta e apresentação.
Em concordância com Marisa e demais colegas, buscas mal formuladas são recorrentes, visto que essas não apresentaram um foco delimitado acerca do tema de interesse, gerando, portanto, resultados expressamente volumosos e de pouco proveito.
Hoje, esses efeitos são potencializados com as praticidades do acesso às informações pela internet. O famoso “Dr. Google” é para muitos usuários a fonte principal de busca de conhecimento, quando se instaura um processo de incerteza, porém o excesso de conteúdos ali armazenados e disponibilizados não garante que o usuário será capaz de construir significado a partir das informações ali encontradas.
Olá, colegas, boa noite!
ResponderExcluirDe acordo com Choo (2003), a formulação do foco é o quarto estágio do processo de busca, sendo o momento em que o usuário consegue obter uma certa clareza com relação ao seu problema. Desta forma, há uma diminuição na insegurança e no surgimento da confiança.
Devido ao caráter subjetivo do processo, o usuário muitas vezes não consegue determinar uma direção para a sua busca pulando o estágio da formulação de um foco. Dentre as principais conseqüências desta falta de foco, podemos destacar dificuldade do usuário em obter sucesso em sua busca, pois, sem a formulação de um foco, o usuário se perde em meio a tantos pensamentos pouco claros e mal direcionados.
Priscila
A divisão que Kuhlthau (seus seis estágios) consegue revelar a associação dos mecanismos que envolvem os processos cognitivos e "emocionais" ambos presentes e recorrentes no que diz respeito ao processo de busca da informação. Entendo que em todos os estágios, ainda que em gradações distintas, corre-se o risco de determinar o sucesso ou fracasso da busca e, estes podem estar relacionados às dificuldades do próprio indivíduo e/ou das limitações do sistema.
ResponderExcluirChoo (2003) apresenta em seu texto o modelo de busca da informação de Kuhlthau. O autor destaca que o valor da informação está no relacionamento que o usuário constrói entre si próprio e a informação. Logo, a informação só faz sentido se o usuário lhe atribuir significado e uma determinada informação pode ter inúmeros significados, ou seja, esse processo de significação é subjetivo. Kuhlthau realizou uma pesquisa com estudantes universitários na qual observou o comportamento de busca de informação desses usuários. Ele notou padrões no comportamento dos usuários e assim, dividiu a busca de informações em seis estágios a saber, iniciação, seleção, exploração, formulação, coleta e apresentação. O autor ressalta que cada fase do processo de busca é determinada pelo comportamento do usuário em três áreas de experiência: o emocional (sentimentos), o cognitivo (pensamento) e o físico (ação). É fundamental para este modelo a noção de incerteza que Kuhlthau que a definine como “[...] um estado cognitivo que costuma provocar sintomas emocionais de ansiedade e insegurança”. A incerteza e a insegurança são comuns nos primeiros estágios do processo de busca da informação. Assim, Choo (2003) destaca que a incerteza gera emoções à medida que a busca ocorre. O excesso de informação pode conduzir a estados de ansiedade, bem como o excesso de informações supérfluas gera descontentamentos. A satisfação e confiança vem quando se obtém resultados satisfatórios. Deste modo, fica clara a necessidade de ter foco e não pular as etapas, isso facilitará o processo de busca.
ResponderExcluirAluno: Kayro Hederton Ferreira de Sena
Disciplina: Práticas informacionais: abordagem social nos estudos do sujeito informacional