segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Palestrapara turma de graduação (dia 14/11) - (IN)ACESSIBILIDADE NA WEB PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL: um estudo de usuários à luz da Cognição Situada

Pessoal, segue o resumo do dissertação (IN)ACESSIBILIDADE NA WEB PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL: um estudo de usuários à luz da Cognição Situada, cujo tema será apresentado em palestra ministrada pela autora, Janicy Rocha, para nossa turma no dia 14/11


RESUMO 
Esta pesquisa se caracteriza como um estudo de usuários pautado pela abordagem social. Seu objetivo norteador foi compreender como pessoas com cegueira congênita e adquirida interagem com a Web e como percebem sua (in)acessibilidade, buscando identificar as carências e contribuições das Diretrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web – WCAG 2.0 – para a construção de websites mais adequados a esse perfil de usuários. A Cognição Situada foi adotada como suporte teórico, pois se baseia na noção de que as ações dos usuários são adaptadas à situação e ao contexto, sofrendo influência das suas diversas dimensões (individual, social, motivacional, emocional). A opção de se realizar a pesquisa com usuários com deficiência visual justifica-se pela importância da Internet/Web na vida deles e pelas diversas barreiras que ainda encontram quando as acessam. Considerando o escopo e os objetivos da pesquisa, realizou-se um estudo qualitativo com oito usuários, selecionados a partir da técnica bola de neve. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semi-estruturadas em profundidade e ensaios de interação em ambiente natural. Os resultados da pesquisa mostram que os participantes tiveram seus primeiros contatos com a Internet e a Web a partir de formas e motivações distintas, sendo este processo permeado por diversas emoções, prevalecendo as positivas. Os discursos dos participantes indicam que a percepção que têm da (in)acessibilidade é influenciada por vários elementos: agentes de usuário, público alvo dos websites, problemas de usabilidade, violação das recomendações de acessibilidade e conhecimento e experiência de uso tanto da Internet/Web, quanto dos agentes de usuário. Já em relação aos elementos que influenciam o comportamento e as ações dos usuários durante o acesso mediado por leitores de tela, destacam-se: o ambiente físico e o digital, os recursos e programas adicionais que usam, a flexibilidade e improviso baseados em experiências anteriores, as necessidades e as motivações para acesso e uso e as lembranças visuais e conceitos que possuem. Foi possível perceber que emoções positivas são despertadas diante da acessibilidade e emoções negativas surgem diante da inacessibilidade. Comprovou-se a importância de que os websites sejam desenvolvidos em conformidade com as WCAG, entretanto elas carecem de algumas complementações. Além disso, comprovou-se a importância de se conhecer as especificidades e demandas dos usuários com deficiência visual para que os websites se tornem cada vez mais acessíveis e inclusivos.


10 comentários:

  1. Interessante perceber como os deficientes visuais buscam e se apropriam da informação. A inclusão se torna algo de valor alto para eles no momento em que conseguem ter acesso a sites da internet.
    Vimos pela palestra que as diretrizes para a criação de sites são importantes, mas devem ser de fácil entendimento para desenvolvedores e também devem ser padronizadas as questões de acesso para tais categorias de deficientes, na verdade os sites devem ser acessíveis a qualquer deficiente, seja ele visual ou não.Não se deve ainda manter dois sites distintos, uma vez que isso é uma forma de exclusão.
    As práticas informacionais dos deficientes visuais ficou claro uma vez que percebemos que eles além de sentirem necessidade de informação entenderam que precisam superar os variados obstáculos encontrados dentro de um site que de certa forma é desenvolvido para um usuário que enxerga.
    Muito bom e útil o estudo feito.

    Cleide Nascimento Pimentel - Graduação Biblioteconomia
    Práticas informacionais: Abordagem social nos estudos do sujeito informacional

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  2. Concordo com o comentário da Cleide foi muito importante o estudo acerca dos usuários deficientes visuais, vimos que eles tem necessidades informacionais e os obstáculos que superam para alcançarem seus objetivos

    Leticia Santos - Graduação Biblioteconomia
    Práticas informacionais: Abordagem social nos estudos do sujeito informacional

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  3. As novas tecnologias coloca o usuário em mesmo nível de acessibilidade na internet através de software especifico para cada portador de necessidade especial. O grande problema que os sites não pensam nesses usuários e não trabalha conforme a especificação de determinados software.

    Aluno: Emerson Martins Ferreira Matrícula: 2011004254 Disciplina: Práticas informacionais: abordagem social nos estudos do sujeito informacional
    Turma: Biblioteconomia 6º período noite.

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  4. Muito interessante o trabalho mostrando um foco de estudo diferente e muito importante para nos bibliotecários e também para aqueles que trabalham com tecnologias. O que mais me chamou atenção foi pelo fato de formatar e dar dicas de trabalhos digitados no word ou em outra ferramenta para facilitar o acesso aos deficientes visuais entre outras pequenas dicas, mas que são importantíssimas.

    Aluno: Lucas Martins de Freitas Junior
    Turma: Práticas Informacionais- Biblioteconomia - 6º período noite.

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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  6. Aluna: Silvânia Lima dos Santos.
    Disciplina: Práticas informacionais: abordagem social nos estudos do sujeito informacional
    Turma: Biblioteconomia B1 - 6º período.

    O trabalho mostra a observação do sujeito em suas múltiplas dimensões ou seja, histórica,social e emocional.
    Há uma grande percepção das emoções positivas despertadas quando há êxito no acesso e emoções negativas surgidas quando não consegue acessar.
    Este trabalho é muito importante pois, comprovou-se a importância de se conhecer as especificidades e demandas dos usuários com deficiência visual para que os Websites se tornem cada vez mais acessíveis e inclusivos.

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  7. A inclusão digital depende do desejo e necessidade do sujeito. Assim acontece com os deficientes visuais. Esses usuários utilizam uma chamada Tecnologia Assistiva, denominada leitor de tela. A tecnologia digital vem sendo utilizada cada vez mais pelos usuários com cegueira e estão os socializado mais nas escolas e no trabalho. De acordo com essas necessidades pesquisadores veem facilitando o acesso autônomo e independente dos usuários com deficiências visuais. Na pesquisa realizada por Janicy foram embasados na Cognição Situada.

    Aluna: Raquel Meira de Souza

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  8. Apesar de estar ausente no dia desta apresentação, achei interessante o trabalho da Janicy Rocha que ilustra como os portadores de necessidades especiais (deficientes visuais) estão inseridos e/ou incluídos nos fluxos de informação. A inclusão tem grande valia para estas pessoas a partir do momento em que conseguem interagir com as informações e se comunicar em redes sociais e etc.
    Todos possuem necessidades de informação. Apesar dos obstáculos, estas pessoas entenderam que precisam se superar a cada dia para não serem excluídas de uma cultura cada ver mais cibernética. Este sim, foi um trabalho que contribui na melhoria da acessibilidade da informação e trás realmente conceitos de úteis para nossa área .

    Diogo Gonçalves Zanon - Biblioteconomia 2011003452
    Práticas informacionais: Abordagem social nos estudos do sujeito informacional

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  9. (IN)ACESSIBILIDADE NA WEB PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL: um estudo de usuários à luz da Cognição Situada



    Para efeito de pesquisa, achei muito interessante a parte do trabalho em que o autor trata da definição das categorias, bem como o quadro explicativo (Quadro 4 pág 64) que trata das "Categorias e subcategorias definidas a priori".



    Aluno: Estevão Moreno de Oliveira.
    Disciplina: Práticas informacionais: abordagem social nos estudos do sujeito informacional.
    Professora: Tatiane Krempser.

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  10. De acordo com minha compreensão do assunto da palestra, foi possível estabelecer algumas ideias assim como fizeram meus colegas. Sim, praticamos a exclusão dos deficientes visuais ao elaborar/pensar ambientes digitais. Nós que nos dizemos muitas vezes, de pensamentos e ações democráticos, simplesmente ignoramos as necessidades desse público. Assim, trabalhos como esse nos permitem ir além do diário, do cotidiano, abrindo nossas mentes para novas possibilidades. Outra observação que tenho a fazer é sobre o relevância na escolha da abordagem ser a da cognição situada. Se até para o usuário tradicional do universo digital é comum ouvir "só sei mexer no meu próprio computador", imagine para estes usuários com suas necessidades especiais. E como a cognição situada, entre outras coisas, leva em consideração o entendimento e a relação com o mundo que o sujeito tem através de suas experiências específicas, essa certamente é uma forma de nos aproximarmos mais da realidade desses indivíduos para quem sabe ajudá-los. Enfim, tudo o que pude observar é que trata-se de um estudo muito útil para a nossa área.

    Aluna: Jozane Pacheco Barbosa
    Disciplina: Práticas informacionais: abordagem social nos estudos do sujeito informacional.
    Professora: Tatiane Krempser.

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